domingo, 15 de julho de 2012


Artigo 033 - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E MANUTENÇÃO CENTRADOS EM CONFIABILIDADE
(SCC e MCC )

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Auditoria da Prestação de Serviços
•         Importante avaliar como está Prestando os Serviços;
•         Utilização de Formulário de Auto-Avaliação e Auditoria;


Prestação de Serviços com Confiabilidade
Na disputa por fatia de mercado, a  preocupação com a satisfação do cliente faz-
se incessante, sendo caracterizada, em uma de suas formas, na busca pela redução e inexistência de falhas.

Importância da Análise de Falhas
As empresas de serviço devem estar  atentas aos aspectos gerenciais da recuperação em serviços, de forma que a falha ocorrida não resulte em rejeição futura aos serviços prestados.

Como uma falha ocorre? E como pode ser detectada?
Atuar os serviços em dois âmbitos:
•         Esfera visível ao cliente – o palco;
–        Quando as falhas transpassam à dimensão de visibilidade, o cliente passa a ter contato com a falha;
•         Esfera invisível ao cliente – os bastidores;
–        São erros de processo, ainda não visíveis ao cliente.
Falhas na Prestação de Serviço
•         Discrepância que pode existir entre o desejo real do cliente e aquele que o gestor imagina;
•         O gestor compreende o desejo do cliente, mas não consegue concretizá-lo;
•         O gestor reconhece a necessidade dos clientes, mas encontra dificuldades na oferta;
•         Promessas feitas pelo gestor e não cumpridas;
•         Diferença entre o serviço desejado e o percebido     pelo cliente.

Novos desenvolvimentos Tecnológicos na Prestação de Serviços e Manutenção
•         Técnicas modernas de Predizer as Falhas de Ativos e Execução de Serviços;
•         Utilização de Rotinas de Inspeção;
•         Novos instrumentos de avaliação de ativos;
•         Conceito de Confiabilidade de ativos, instalações e principalmente serviços, através da avaliação de riscos (uso da Ferramenta SFMECA - Service Failure Mode and Effect Criticality Analysis);
•         Modernas Técnicas de Planejamento;
•         Avaliações de Indicadores diversos com controle rígido de metas;
•         Novos sistemas de informação (TI), à distância, remotos e potentes;
•         Novos instrumentos de comunicação rápida.

RECUPERAÇÃO DE CLIENTES EM SERVIÇOS
•         Ações tomadas por uma empresa em resposta a uma falha de serviço;
•         Se deixados sem reparo, os clientes “podem acabar deixando a empresa, contando a outros clientes suas experiências negativas;
•         Até mesmo desafiando a organização por meio de órgãos de defesa do consumidor ou outros órgãos legais”.

Engenharia de Serviços
•         Estratégia SCC = Serviços Centrados em Confiabilidade;
•         Análise de Falhas e Determinação de Índice de Riscos na realização de serviços e seus processos;
•         Análises das Causas das Falhas;
•         Determinação de Ações Corretivas e Ações Preventivas;


Definição da estratégia a ser utilizada
·        SCC = Serviços Centrados em Confiabilidade (Planos considerando o Índice de Risco de cada Ativo/Processo/Serviço etc.);

·        Utilização  da Ferramenta SFMECA - Service Failure Mode and Effect Criticality Analysis = Análise do Efeito e Modos de Falhas em Serviços considerando a Criticidade.

Características da atividade de Prestação de Serviços
•         A intangibilidade:     O serviço é normalmente percebido de maneira subjetiva, sendo que o seu resultado está sempre relacionado com os sentimentos do cliente;
•         A participação do cliente no processo:      A presença do cliente no processo de produção do serviço introduz um elemento não controlado pelo prestador do serviço e ainda acrescenta a necessidade de o cliente ficar satisfeito com a forma como o serviço é prestado;
•         A produção e o consumo  são, em muitos tipos de serviços, simultâneos: Não há a possibilidade de controlar a qualidade antes do consumo do serviço.

O provedor do serviço deve procurar desenvolver um processo que seja à Prova de Erros;

Simplesmente o desafio é conseguir Zero Falhas.

"Momentos da Verdade", simboliza o momento em que o cliente entra em contato com algum aspecto da empresa fornecedora do serviço.

  • Tendo-se analisado quais os momentos da verdade são críticos para a percepção da qualidade nos clientes;
  • Pode-se identificar quais atividades dentro da organização – ou, ainda, quais fluxos de atividades – têm papel essencial na percepção do desempenho da empresa pelo cliente.
MODELO PROPOSTO
  • Consiste em adaptar o FMECA clássico, incorporando elementos que atendam aos aspectos da prestação de Serviços;
  • Vamos chamar esta técnica de SFMECA – Análise do Efeito e Modo da Falha em Serviços considerando a Criticidade.
Para cada momento da verdade crítico, são feitas as seguintes verificações:
•         Que tipo de falhas podem ocorrer durante sua execução;
•         O modo como estas falhas podem ocorrer;
•         Os efeitos sobre o cliente caso a falha ocorra;
•         Os controles e ações existentes nas fases anteriores à execução do serviço e;
•         Caso ocorra a falha, o que deve ser feito (ação) para recuperar a satisfação do cliente.

Análise de Falhas
•         Mapeamento dos momentos críticos da verdade vivenciados pelo cliente;
•         Interações entre o cliente e o pessoal da empresa;
•         Quais fluxos de atividades – têm papel essencial na percepção do desempenho da empresa pelo cliente;
•         Análise de Falhas;
•         Análise das Consequências Potenciais;
•         Determinação dos riscos potenciais;
•         Análise das Causas e determinação das Ações.

O prestador do Serviço deve levar em conta os seguintes cinco elementos para uma Recuperação eficaz:
1- Desculpas:
É necessário um reconhecimento, por parte do provedor do serviço, do erro imediatamente após a falha do serviço.

2- Reparação urgente:
Às vezes só o pedido de desculpas não basta, o cliente deve perceber que o provedor do serviço está fazendo o possível para restabelecer o equilíbrio sem demora.

3- Empatia:
"Sei como você está se sentindo, me importo com você e sou solidário com o problema".

4- "Isto é por nossa conta":
Encontrar alguma forma de recompensar algo errado após corrigir;

5- "Pisamos na bola, mas tudo está bem agora":
A recuperação deve prever alguma forma de confirmação que foi eficaz.

O SFMECA é um método estruturado para:
  • Identificar como um processo pode fracassar em atender os requisitos críticos dos clientes;
  • Estimar o risco de causas específicas em relação a estas falhas;
  • Avaliar o plano de controle atual no que diz respeito à PREVENÇÃO destas falhas;
  • Recuperar o cliente com ações imediatas caso ocorram problemas na entrega do serviço;
  • Implantar as ações que devem ser tomadas para tornar o processo à prova de erros.
a) Momento da Verdade:
Pontos do Fluxo do Processo de Serviço onde o cliente entra em contato com algum aspecto do serviço;

b) Modo de Falha Potencial:
É a maneira pela qual um processo poderá vir a falhar em atender aos requisitos de processo e/ou objetivo do serviço;
É a descrição da não conformidade em uma dada operação.

Questões que podem ajudar a encontrar tipos de falhas potenciais:
• Como poderá o processo/serviço falhar em,  atender às especificações?
• Independentemente das especificações do Serviço, o que um cliente (usuário final)
  consideraria questionável?

c. Efeito Potencial da Falha:
São os efeitos do tipo de falha sobre o(s) cliente(s), descritos em termos do que o cliente poderá observar.

d. (S) – Severidade (do efeito):
Importância do efeito sobre os requisitos do cliente, também poderia estar ligado a segurança ou outros riscos caso a falha ocorra;
    Escala: de 1 a 5
•         1- Não severo.    Ex.: Cliente não percebe, ou fica                                   ligeiramente aborrecido;
•         5- Muito severo. Ex.: Cliente em apuros ou muito                                 aborrecido devido ao efeito adverso no desempenho do                                  serviço. Sentimento de vítima.

e. Causas/Mecanismos de Falha:
É a maneira como a falha pode ocorrer, descrita em termos de algo que possa ser corrigido ou controlado;
Para todo tipo de falha potencial, devem-se listar as possíveis causas.
Exemplos de causas típicas de falhas:
•         Ausência de procedimentos definidos;
•         Treinamento inadequado ou inexistente dos funcionários;
•         Má compreensão das necessidades do cliente;
•         Atividades do “backroom” deficientes, etc.

f. (O) – Ocorrência (da causa):
Freqüência com que uma dada causa ocorre e gera um modo de falha;
    Escala: de 1 a 5;
•         1- Probabilidade remota de ocorrência;
•         5- Falha certa baseada nos dados  obtidos.

g. Controles de Processos Atuais:
São controles que impedem a ocorrência do tipo de falha ou detectam o tipo de falha que viria a ocorrer;

No caso de serviços, trata-se dos controles existentes no backroom e aqueles possíveis de serem feitos antes que o cliente esteja presente na operação do serviço.

i. (R) – Recuperação:
É possível, na prestação do serviço, que assim que ocorra a falha na presença do cliente o processo atue no sentido de recuperá-la e reduzir seu efeito perante o cliente;
    Escala: de 1 a 5;
•         1- Existe um processo de recuperação definido e ele ocorre antes de o cliente perceber a falha;
•         5- Não há recuperação do serviço.

j. Número de Prioridade de Risco (RPN):
Esse valor deve ser usado para estabelecer as prioridades no processo;
Para altos RPNs, a equipe deve empreender esforços para reduzir o risco calculado, promovendo ações preventivas;
Fazemos a avaliação de cada ponto em termos dos índices de: (S) Severidade, (O)

Ocorrência, (D) Detecção e (R) Recuperação e calculamos:

    RPN = (S) x (0) x (D) x (R).

k. Responsável:
Deve ser claramente definido quem será o responsável pela implantação das ações preventivas;

l. Ações Recomendadas:
São as ações que devem ser aplicadas tanto no “front office” como no “backroom”, que modifiquem o processo de prestação de serviço de modo a torná-lo à prova de erros. 

m. Ações Tomadas:
Após a implementação da ação, preencher com uma breve descrição da ação tomada e a data de realização;

n. RPN Resultante:
Depois de definida a ação corretiva, devem-se estimar os novos índices e calcular o RPN;

Caso os RPNs resultantes não atinjam os valores abaixo do valor máximo estabelecido, o processo deve ser revisado e outras ações tomadas.

Exemplo:
Ambulatório Médico de uma empresa
O ambulatório visitado oferece atendimento médico e odontológico a uma população que corresponde a cerca de 1.000 pessoas, com seus dependentes.

Análise do Processo de Prestação dos  Serviços
•         Identificação do paciente pela atendente e a indagação sobre sua necessidade;
•         O paciente retira uma senha numerada pré-impressa;
•         Registra o número e o tipo de atendimento a ser prestado ao cliente (associa ao número da sala);
•         Atendente repassa a informação para o back room;
•         Período de espera;
•         Na área interna do ambulatório anunciados pelo display, através do acionamento de um dispositivo eletroportátil pelo médico;
•         O atendimento ocorre nos consultórios;
•         O paciente sai do consultório, retorna ao guichê, caso necessite de emissão de guia para exame.

b. Aplicação do SFMECA
Ambulatório médico;
  • Análise do Efeito e Modo da Falha em Serviços com Criticidade;
  • Aplicando Técnicas de Prevenção na Melhoria de Serviços;
  • Após análise, o grupo chegou a um valor limite para o RPN de no mínimo 40 pontos.
c. Ações Preventivas
O grupo fez uma análise das possíveis falhas e propôs ações preventivas no processo atual para eliminar ou minimizar a possibilidade de ocorrência e para recuperar a falha, caso esta venha a ocorrer.

FALHA 1 – TEMPO DE ESPERA MUITO
LONGO PARA SER ATENDIDO
•         Ações preventivas: Reforço da supervisão e estudo da capacidade da demanda (estudo de filas e pré-agendamento);
•         Colocar fitas de vídeo com filmes e programas alegres;
•         Novo RPN = 20.
FALHA 2 – RETORNO AO GUICHÊ PARA
MARCAR RETORNO, EXTRAVIO DA AGENDA
•         Ações preventivas: Admissão criteriosa e uso de testes para os funcionários;
•         Revisão dos procedimentos operacionais e treinamento dos funcionários na rotina;
•         Treinar funcionário para se desculpar em nome da organização. Contato com supervisor para acelerar o processo;
•         Novo RPN = 8.
Exercícios com a Planilha SFMECA
•         Formação de grupos para realizar o exercício;
•         Cada grupo escolher uma aplicação com base na prestação de serviço escolhida e de sua vivência;
•         Identificar as possíveis falhas que possam ocorrer, utilizando o formulário:

CONCLUSÕES
  • Apesar da dificuldade em determinar conceitos e valores para as falhas potenciais detectadas na prestação de serviços, a aplicação desta técnica  demonstra ser  efetiva na priorização dos pontos críticos urgentes para  receberem ações preventivas;
  • Os participantes do grupo adquirem uma visão melhorada de todo o processo, tanto da linha de frente  (front office) como da  retaguarda (backroom),  reforçando as atividades que podem provocar problemas na frente do cliente.
•         Um outro fator conclusivo é que, a partir da aplicação das ações preventivas, esta ferramenta pode ser novamente utilizada e, assim, dar continuidade a um ciclo de melhorias na empresa, característico de sistemas de gestão voltados à obtenção da qualidade;
•         Partindo dos momentos da verdade e melhorando tanto o front office como o backroom, o SFMECA é um método poderoso para garantir a satisfação do cliente.


Após bastante trabalho você e seus companheiros de toda a empresa poderão usufruir de diversas facilidades na especificação e uso da padronização de materiais.


William Dantas - Diretor  TIM: (21) 8104 1906  VIVO: (21) 7152 0511     william@sgserv.com.br

SGServ - Sistema de Gestão de Serviços        www.sgserv.com.br
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Especializada em Engenharia de Manutenção e Prestação de
Serviços, Elaboração de Planos de Manutenção e Serviços, Software de Gerenciamento de Manutenção, Serviços e Logística de materiais, Planejamento e Execução de Serviços de Manutenção, Montagens Industriais e Gestão de Prestação de Serviços

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Artigo 032 - O que se pode fazer para planejar melhor Serviços em Geral, incluindo os Serviços de Manutenção


Artigo 032 - O que se pode fazer para planejar melhor os Serviços em Geral, incluindo os Serviços de Manutenção.

1. Introdução
Quando se recebe solicitações de serviços sejam eles de executar algum serviço, como por exemplo, os serviços de assistência técnica, manutenção em um cliente, obra de execução nova ou de reforma, serviço de autônomo deve-se estar preparado e focado nos itens mais importante, mais necessários e mais prioritários. O principal é atender muito bem o cliente.

2. As primeiras necessidades?
A primeira coisa é saber exatamente o que o cliente quer, seja ela uma empresa, um cliente particular em qualquer tipo de serviço a ser prestado.
Então é estabelecer as características da solicitação. Se o cliente não estabeleceu por escrito em um Memorial Descritivo do Serviço, ou em um contrato etc., você deve escrever detalhadamente o que o cliente está solicitando.
Depois:
  • Quem está solicitando, nome e identificação completa da empresa, pessoa autônoma, ou cliente, assim como o nome da pessoa representante da empresa ou cliente autônomo que está fazendo a solicitação em nome daquela empresa ou cliente;
  • Data e hora da solicitação, ou data/hora da comunicação da solicitação. Isso será importante para saber quando você foi solicitado para a solução. Essa data e hora devem ser consideradas e atualizadas quando você receber a autorização de execução do serviço. Pois às vezes você tem que realizar um orçamento antes de executar o serviço. Então tem a data/hora de solicitação e contato para realizar o serviço e a data/hora de aprovação e comunicação de execução do serviço;
  • Prioridade da solicitação, ou seja, o quanto é necessário fazer mais rápido ou mais devagar o serviço;
  • Deve ser definida a data de previsão de término, seja a data/hora da previsão de término do orçamento e entrega ao cliente, como a data/hora de entrega completa do serviço.
Estando esses itens bem definidos você poderá fazer um planejamento inicial de quando vai começar o serviço. Ainda não é uma determinação concreta do momento que será iniciado. É apenas uma previsão. Pode expressar em semana/ano e até uma data/hora. Mas pode estar indicado que está a programar, ou efetivamente definir a real data programar para realizar. Não é apenas uma expectativa. Essa é a diferença entre Planejamento e programação.
O serviço planejado fica com uma semana/ano de planejamento com expectativa de realização e com "status" ou situação "a programar". Não há necessidade de indicação que está planejado. Pois se não está planejado é só não indicar nenhuma semana/ano.
O serviço programado é aquele que está certo o início dele e só falta ficar no "status"  "Em Execução".

3. Onde colocar as informações:
As informações acima e outras tantas que surgirão ao longo do desenvolvimento do planejamento, programação, execução, término e aceite dos serviços devem ser escritas em uma ficha ou registro que permita acesso, procura etc.
Nesse caso é tradicional ter-se uma Ordem de Serviço (OS) para escrever todas essas informações. A OS terá campos para escrever as informações. Hoje com os computadores disponíveis e tudo mais que possuímos de acesso a Internet via I-Fone, I-Pad, micros desktop, acesso remotos etc., isso pode ser facilmente obtido com esses recursos.
A OS deve ter todos os campos possíveis para:
·        Solicitação;
·        Planejamento;
·        Programação;
·        Descrição dos serviços executados;
·        Apropriação de recursos: Mão-de-obra, materiais, serviços contratados e etc.;
·        Término, aceite, quem aceitou, e grau de satisfação do cliente.

Na OS em computador isso fica muito fácil. Mas para isso você deve ter um Software específico para planejar e controlar as OS´s.
As informações colocadas na OS dentro de um software são fundamentais para realizar o Planejamento e Programação de Serviços. Com base em todas essas informações de datas, prioridades, situações (“status”), quantidade de recursos necessários, impedimentos etc. é que podemos realizar essas tarefas.

4. Informações importantes para realizar o planejamento e programação de serviços:
Como descrito acima, os campos de informações de data/hora de solicitação, comunicado, situação, prioridade etc. são muito importantes.
Mas também são importantes outras informações, como por exemplo:
Quantidade de recursos de pessoal necessário para executar o serviço, expresso em homens-horas necessários para execução. A grandeza homem-hora, normalmente descrita como hh é o produto de homens vezes horas para executar o serviço. Por exemplo, se um serviço requer 8 homens para ser executado em 4 horas com os 8 homens, o produto 8 homens x 4 horas = 34 homens-horas expressa bem a quantidade de recursos que você necessitará para executar plenamente os serviços.
Então um campo para expressar os homens-horas estimados é muito importante constar na Ordem de Serviço (OS), pois haverá necessidade de considerar as OS´s com os respectivos hh´s para saber se podem ser planejados ou programados em determinada semana, dia etc. de um mesmo Setor Executante de serviços.
Então o Setor Executante de Serviços, com Elétrica, Mecânica, Serviços Gerais, Assistência Técnica etc., também são informações importantes para o planejamento e programação de serviços. Com essa definição podemos saber quantos profissionais de uma mesma função de serviço podem ser programados para um determinado serviço da disciplina ou especialidade.

5. Como realizar o Planejamento e programação de Serviços
O primeiro conceito importante para planejamento e programação é o estabelecimento dos períodos necessário para essas atividades.
·        Planejamento anual;
·        Planejamento semestral;
·        Planejamento mensal;
·        Planejamento semanal;
·        Programação semanal;
·        Programação diária;
·        Programação horária.

Planejamento anual:
A programação anual deve ser definida para as manutenções e serviços sistemáticos visando a determinação de orçamento de estratégia a ser adotada pela equipe de serviços e manutenção durante todo o ano. A programação anual deve ser revisada anualmente para definir o orçamento do ano seguinte. Não há necessidade de revisar a cada mês o orçamento do ano subseqüente. A menos em determinadas situações de certas empresas que tem orçamento qüinqüenal ou plurianual em que o planejamento e orçamento dos anos posteriores devem ser revisados continuamente.

Planejamento semestral:
Quando a empresa possui orçamento anual e ocorrem alterações significativas no orçamento da empresa surge a necessidade de revisão do Planejamento de serviços. Ou então, quando há a necessidade de redirecionamento das estratégias e mudança dos planos em função de outros problemas que estejam ocorrendo na condução dos serviços.

Planejamento mensal:
Esse é o planejamento mais importante que define as metas do mês. O que será feito no mês. Nesse momento a importância são as Manutenções Sistemáticas (preventiva, preditiva, rotinas, etc.) e também serviços corretivos relacionados a grandes serviços e OS´s associadas as serviços sistemáticos. São com base nesse planejamento que são confirmados os planejamentos semanais com enfoque nas próximas semanas seguintes. É também nesse momento que são PROGRAMADOS os serviços da semana seguinte e até outros serviços em semanas seguintes. Um bom exemplo para isso são os serviços que necessitam de grandes paradas e grandes obras etc.

Programação semanal:
Conforme descrito acima a programação semanal já deve incluir a confirmação de todos os recursos necessários e recursos disponíveis. Incluídos aí os recursos de mão-de-obra (pessoal próprio ou terceirizado, materiais de estoque ou compras, serviços terceirizados etc.). Podem-se usar técnicas de “MRP =Material Requeriments Planning”. Assim como é importante realizar a programação com pessoal de PCP = Planejamento e Controle de Produção, quando for o caso.
A programação é complementada pelo uso da técnica de verificação da capacidade demandada em cada item do MRP. Chama-se “CRP = Capacity Requeriments Planning”.
Nesse momento é fundamental ter a certeza que poderão ser executados os serviços na semana e que existem condições para tal.  

Programação diária:
Nesse momento que pode ser a consideração do dia seguinte somente ou do dia seguinte e mais n dias define a programação efetiva dos serviços.   E o caso da programação D + 3 ou D +1, ou seja, a programação do dia seguinte e mais 3 dias a seguir ou 1 dia a seguir.
Normalmente essa programação deve ser confirmada antes do término da jornada do dia imediatamente anterior ao dia a ser programada, através de uma reunião com participação dos comprometidos com a execução dos serviços. 

Programação horária:
Em alguns casos de prestações de serviço é importante uma programação horária com definição precisa do horário a executar o serviço. Existem serviços que necessariamente precisam ser programados para horários definidos. Como por exemplo, os atendimentos de emergência, em mobilização de acidentes e assistências técnicas com requerimento imediato etc.
Outra aplicação são algumas paradas de manutenção com duração apertada e que requerem programação horária, com controle também horário. Há que lembrar que qualquer programação em qualquer das modalidades de prazo devem ter o respectivo controle no período no mínimo igual ao prazo da modalidade. Por exemplo, se a programação é semanal, deve ter controle diário para existir a possibilidade de análise de cumprimento da programação e não ocorrerem atrasos.
Se a programação for diária há que ter controle em horas ou períodos inferiores a um dia para permitir correções de rumo se houverem atrasos, e assim por diante.
Na programação horária há que verificar antes de completar o evento anterior a programação do evento seguinte que está sendo controlado e que é dependente do anterior. Se já ocorrerem atrasos no evento anterior com certeza o evento seguinte poderá atrasar no início e fim. Devendo-se atuar de forma corretiva para manter os prazos.

6. Ferramentas para realizar o Planejamento e Programação
Para planejar, programar e controlar os serviços necessariamente é preciso ter um software de gestão dessas atividades em função da grande quantidade de dados e informações. Assim consegue-se obter rapidamente respostas necessárias ao controle a atuação corretiva no andamento para correção dos rumos.
Recomendamos utilizar um software com amplo cadastro em campos diversos e possibilidade de filtragens diversas por vários campos simultaneamente.

Campos essenciais do Software de gestão de serviços:
Na solicitação e planejamento ou programação:
·        Data/hora de ocorrência;
·        Data/hora de início do problema (falha ou defeito);
·        Data/hora de comunicado do problema;
·        Data/hora de liberação para executar o serviço e quem vai liberar ou liberou para iniciar o serviço;
·        Data/hora de planejamento ou programação de início, ou ainda semana/ano de início;
·        Data/hora de previsão de término;
·        Prioridade e necessidade dos serviços;

Na execução:
·        Data/hora de execução (data/hora de início e fim) de serviço por profissional;
·        Data de apropriação de outros recursos além de pessoal, materiais, serviços contratados etc.
·        Data/hora de alteração de “status” e situação dos serviços. O chamado log de situações de serviços, composto de data, hora, matrícula de quem alterou a situação e qual a situação alterada/modificada.

Na conclusão, término e aceite dos serviços:
·        Data/hora de término, representado pela última apropriação de pessoal no serviço e qual o principal executor ou líder de execução;
·        Data/hora de aceite dos serviços e quem aceitou completamente os serviços executados.

Essas informações serão importantes para descobrir junto com outras a melhor seqüência de planejamento e programação de serviços.
Recomendamos que existam também mais alguns campos genéricos de cadastros, que chamamos Chaves de Seleção com cadastro prévio para filtragens e listagens necessárias a complementação de planejamento e programação.

7. Conclusão
Com a definição de informações e trabalho dessas informações dentro de um software de gestão de planejamento, programação e controle de serviços é possível se determinar a lógica e estratégia de sequenciamento de serviços, considerando a necessidade do cliente através da prioridade, a disponibilidade de recursos humanos, materiais, serviços contratados, orçamento, verba, etc.


William Dantas - Diretor  TIM: (21) 8104 1906  VIVO: (21) 7152 0511     william@sgserv.com.br

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domingo, 15 de janeiro de 2012

Artigo 031 – Padronização da Descrição de Materiais (PDM)


Introdução:
Para administrar bem  materiais é preciso que eles estejam bem identificados, bem especificados e corretamente bem associados as suas necessidades, sem equívocos.
Para isso é preciso que exista uma metodologia que objetive simplificar e organizar todos os processos de administração de materiais. Dessa forma a administração de materiais deve definir formalmente um padrão, através do quais todos os materiais devem ser identificados e descritos de maneira precisa, com uma caracterização que siga padrões e critérios que evitem duplicação de materiais pela falta de uniformidade. 

Benefícios de um bom Projeto de PDM:
A árvore do Projeto de PDM será o resultado do processo de agrupamento dos diversos itens (UMs) com base em critérios de similaridade, considerando-se as características técnicas mais relevantes daquele grupo. Isso trás uma série de benefícios para a empresa,
Metodologia
A implementação se inicia pela elaboração de um procedimento que estabelece a metodologia e ferramentas que facilitam a identificação, descrição, classificação e parametrização inequívoca de todos os materiais armazenados e controlados contabilmente em uma empresa ou cadeia de abastecimento, de forma padronizada, isto é, precisa, unificada e uniformizada. Resumidamente o PDM é um protocolo de comunicação que traz diversos benefícios e oportunidades:
·        Precisão na identificação dos materiais em toda a cadeia de abastecimento;
·        Organizar as informações cadastrais, documentação etc.;
·        Minimizar erros operacionais, não-conformidades e devoluções;
·        Conter custos operacionais;
·        Sanear o capital de giro imobilizado nas empresas;
·        Agilizar os processos de compras, armazenagem e atendimento;
·        Viabilizar sistemas de resposta rápida;
·        Melhorar a acurácia das informações;
·        Melhorar a rastreabilidade na cadeia de abastecimento;
·        Unificar sistemas e catálogos nas empresas de uma cadeia de abastecimento;
·        Auxiliar nas incorporações e consolidações de estoques;
·        Suportar compras e vendas por catálogos eletrônicos.
Em síntese os principais elementos dessa sistemática envolvem um procedimento, um modelo de taxonomia, as estruturas PDM, os procedimentos e softwares de apoio, que veremos agora.

Procedimento de PDM:
Define as políticas e regras relacionadas à manutenção do cadastro de materiais em uma empresa ou cadeia de abastecimento. Este procedimento esclarece os termos, nivelando o conhecimento entre os envolvidos, e relaciona todos os aspectos relevantes da catalogação, tais como centralização do cadastramento, abrangência, incorporações, homologação, saneamento dos estoques, gerenciamento de requisitos, processos para controle e auditoria, bem como responsabilidades funcionais.

Em termos da identificação, o princípio mais importante que costumamos destacar é que “a finalidade do código é identificar, e não catalogar”, pois temos constatado que o equívoco mais usual é codificar os materiais por aplicação, no entanto aprendemos que “diferentes aplicações não determinam diferentes códigos”. Enfim, para identificar corretamente, o código deve possuir os seguintes princípios e atributos:
·        Unicidade: (Apenas um código para cada unidade de material ou unidades distintas mantidas em estoque);
·        Simplicidade: Deve ser fácil de compreender e utilizar por todos;
·        Operacionalidade: Deve ser prático e robusto;
·        Versatilidade: Deve prever suas diversas aplicações;
·        Estabilidade: Deve ser praticamente perene ou durar quase para sempre, imune as alterações;
·        Confiabilidade: Deve assegurar a identificação esperada.
·        Formato: Deve ser estruturado, de preferência com uma numeração seqüencial automatizada definida pelo software;
·        Conciso: Deve ser sucinto e objetivo;
·        Expansividade: Deve suportar o crescimento das empresas usuárias;
Em termos da descrição, é preciso normalizar seu conteúdo, estabelecendo regras de redação, tamanho máximo das descrições, abreviações, separadores, caracteres vetados, bem como um formato padronizado e processo de validação.

Procedimentos:
Os procedimentos são definidos para orientar os processos de inclusão, alteração e exclusão de registros no cadastro central. Também são necessários procedimentos para manutenção das estruturas PDM, bem como para requisitar o cadastramento de novos materiais, a sincronização de dados e o saneamento de itens similares.

Padrão Descritivo de Materiais (PDM)
O projeto de Padrão Descritivo de Material (PDM) é basicamente uma estrutura em árvore que identifica e classifica de forma organizada e padronizada cada de item do estoque de materiais, insumos e produtos, através da sua codificação e descrição.
Considera a Taxonomia: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
“Taxonomia (do grego τασσεῖν ou tassein = "para classificar" e νόμος ou nomos = lei, ciência, administrar) foi a ciência de classificar organismos vivos (alfa taxonomia). Mais tarde a palavra foi aplicada em um sentido mais abrangente, podendo aplicar-se a uma das duas: classificação de coisas ou aos princípios subjacentes da classificação. Quase tudo - objectos animados, inanimados, lugares e eventos - pode ser classificado de acordo com algum esquema taxonômico. [1]”
A estrutura do PDM é baseada numa relação de características obrigatórias, necessárias e suficientes para descrever um item (UM = Unidade de Material) ou um grupo de itens, o que inclui:
·        O código de identificação do item: deve ser único para cada UM, simples de entender e utilizar, ter formato estruturado e objetivo, suportar o crescimento da empresa, ser prático, e assegurar a identificação do item.
·        A descrição do item: normalizar seu conteúdo, estabelecer regras de redação, tamanho máximo das descrições (texto logo e texto curto), abreviações, separadores, caracteres vetados, e um formato padronizado. Exige um processo de validação para novas entradas e/ou alterações de registros.
·        As características técnicas: Devem ser incluídas as obrigatórias para definir cada unidade de item, e as características complementares que associam informações administrativas relevantes sobre seu uso e aplicação.
·        Taxonomia: por exigência legal, deve ser incluída a correspondente Classificação NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul);
Exemplo de Tabela de Produtos NCM:
29041011         ACIDO METANOSSULFONICO kg
29310051         ACIDO METILARSINICO E SEUS SAIS kg
29189092         ACIDO METILCLOROFENOXIACETICO,SEUS SAIS E
                         ESTERES kg
29173919         ACIDO M-FTALICO E SEUS SAIS kg
29159031         ACIDO MIRISTICO kg
29154010         ACIDO MONOCLOROACETICO kg
38242010         ACIDO NAFTENICO E SEUS ESTERES kg
29339092         ACIDO NALIDIXICO kg
29362951         ACIDO NICOTINICO,NAO MISTURADO kg
29333913         ACIDO NIFLUMICO

·        Opcional Classificação UNSPSC (United Nations Standard Products and Services Code): padrão internacional de taxonomia que Classifica os itens dentro de ramificações, seguindo uma hierarquia de importância numa árvore baseada na natureza dos materiais, muito usado por multinacionais e exportadores.
Serviço de Saneamento do Cadastro:
A análise de um lote de registros da base cadastral de materiais é uma tarefa realizada essencialmente de forma procedimento por uma equipe técnica especializada de consultores.
Como se trata de uma tarefa batch, o tempo necessário para a realização das atividades dependerá do tamanho do lote de itens, do tamanho da equipe envolvida nas análises manuais, da qualidade dos registros existentes, e pelo escopo de serviços, que inclui basicamente:
·        Revisão de cada material em relação a seu código interno, sua descrição, e respectivo código NCM – código completo oito posições;
·        Revisão/estruturação do padrão descritivo (texto curto e texto longo);
·        Revisão das unidades de medida dos itens;
·        Identificar e eliminar itens em duplicidade: mais de um código para a mesma descrição e/ou mais de uma descrição para o mesmo código;
·        Identificar itens similares, e unificá-los sob um código NCM;
·        Revisar a Classificação Fiscal para os códigos NCM existentes;
·        Pesquisar informações técnicas faltantes em documento de fabricantes;
·        Opcionais: tradução de descritivo em inglês/espanhol e classificação.
Classificação Fiscal do item e inclusão do NCM:
Quando houver dúvida sobre o correto enquadramento do NCM para determinado item, deve ser indicado sempre que for aplicável um NCM mais conservador em termos de alíquotas de impostos.
Isto permite operações comerciais (emissão de NF-e) sem o risco de rejeição por uso de NCM inválido, eliminando também o risco fiscal inerente ao uso de item com alíquotas de impostos a menor.
Manutenção de Cadastro de novos itens, e o controle total:
Após a atividade de saneamento da base cadastral, o projeto deve prever uma fase de controle total, em que o cadastro deverá ser mantido saneado durante o processo de consultas sobre novos itens ou itens existentes, e solicitações de entrada de novos registros.
Este processo também garante a manutenção de alterações nos registros, por exemplo, nos casos de reclassificação fiscal para certo NCM.
Estrutura PDM:
Entende-se por estrutura PDM a relação de características técnicas obrigatórias e complementares necessárias e suficientes para descrever precisamente as unidades de materiais de um grupo de materiais. Ao definirmos uma estrutura PDM identificamos os campos requeridos e, quando aplicável, as regras de validação dos dados contidos nestes campos.
As características técnicas obrigatórias servem para especificar ou caracterizar uma UM. Adicionalmente, utilizamos as características complementares, que não distinguem uma UM das demais, mas que servem para associar informações administrativas relevantes. Por vezes, para organizar consistentemente a enorme quantidade de informações envolvidas se torna necessário implementar algum software especializado que gerencia estes procedimentos operacionais, no local onde estas informações são homologadas.

Taxonomia:
Para classificar o universo de materiais com que lida uma ou diversas empresas se faz necessário montar uma “árvore hierárquica de  PDM”. A arvore hierárquica do PDM é o resultado do processo de agrupamento de unidade de materiais baseado em critérios de similaridade, tais como a natureza intrínseca (características técnicas) mais relevantes daquele grupo. 
Relação de Famílias de Materiais

Alguns exemplos de famílias de materiais:

A - Materiais Físicos
- Mecânica
     1 - Máquinas e Equipamentos
           1.1 - Ferramentas
           1.2 – Equipamentos Industriais
           1.3 - Equipamentos de Movimentação
           1.4 - Equipamentos de Armazenagem
           1.5 - Veículos Rodoviários
     2 - Materiais
           2.1 - Metálicos
           2.2 – Materiais não-metálicos
           2.3 - Abrasivos
           2.4 - Elementos de Fixação
           2.5 - Materiais para Embalagem e acondicionamento
     3 - Energia
           3.1 - Geração de energia
           3.2 - Transmissão de energia
           3.3 - Sistemas de frenagem
     4 - Fluxo (cinemática)
           4.1 - Hidráulica
           4.2 - Pneumática
     5 - Refrigeração
     6 - Peças
           6.1 - Rolamentos
           6.2 - Mancais
           6.3 - Peças Automotivas
           6.4 - Peças específicas de fabricantes exclusivos
- Elétrica
     1 - Eletricidade e Eletro-técnica (alta tensão)
     2 - Eletrônica
- Ótica
- Civil
     1 - Insumos
     2 - Estruturas
     3 - Edificações
     4 - Sanitários
     5 - Vedação e calefação

- Tecnologia da Informação
   1- Telecomunicações
           1.1 - Telefonia
           1.2 - Redes
     2 - Harware
           2.1 - Computadores
           2.2 - Acessórios
     3 - Software
     4 - Instrumentação (controle de processo)
     5 - Elementos de sinalização
   6- Fotografia

B - Insumos
- Materiais Auxiliares
- Limpeza e Conservação
- Gêneros Alimentícios e Bebidas
- Higiene pessoal
- Material de Segurança
- Vestuário
- Sucata

C - Materiais Químicos
- Inorgânico
- Orgânico
- Combustíveis
- Lubrificantes
- Óleos
- Graxas e Cêras
- Tintas e Vernizes
- Adesivos
- Selantes
- Material para Laboratórios

D - Serviços
- Assessoria Jurídica
- Assessoria Contábil
- Assessoria Comércio Exterior
- Serviços Mercadológicos
- Serviços Administrativos e auxiliares
- Consultoria Técnica
- Tecnologia da Informação
- “Courier”
- “Procurement”
- Treinamento
- Logística (movimentação e armazenagem de materiais)
- “Utilities” ou “Facilities”
    1 - Limpeza
    2 - Segurança
    3 - Alimentação
    4 - Serviços de Manutenção
    5 - Infra-estrutura
- Projetos e Obras

E - Administrativo
- Livros e periódicos
- Materiais para escritório / expediente
- Material de promoção
- Mobiliário

F - Biológica
- Animal
- Vegetal
- Humana
   Alguns modelos de classificação mais populares são:
·        Classificação NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul): Baseada no "Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias" para facilitar as transações entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, estabelecendo tarifas comuns. No Brasil a NCM está conjugada com a tabela de incidência de impostos sobre produtos industrializados (IPI).
·        Classificação UNSPSC (Universal Standard Products and Services Classification): Classifica os itens dentro de ramificações,seguindo uma hierarquia de importância numa árvore baseada na natureza dos materiais.

Exemplo de PDM
Oleo Meropa 6000.
Óleo Lubrificante;
Aplicação: Industrial;
Base: Mineral/Aditivo;
Classe API: Não Aplicável;
Grau Sae: Não Aplicável;
Grau De Viscosidade: ISO 460;
Ponto De Fulgor: 246 Graus Celsius;
Ponto De Fluidez: -15 Graus Celsius;
Embalagem: Bombona com 20 litros;
Fabricante: Texaco, Ref.: Meropa 460


Rolamento 6317-C3 modelo fixo, uma carreira esfera.
Rolamento Rígido Esferas;
Carreiras: Uma carreira;
Anel Interno: Convencional;
Furo: Cilíndrico;
Anel externo: Cilíndrico;
Ranhura: Sem ranhura;
Folga: C3;
Gaiola: Aço;
Vedação: Sem vedação;
Blindagem: Sem blindagem;
Defletor: Sem defletor;
Tolerância: Normal;
Diâmetro Interno: 85,00 mm;
Diâmetro Externo: 180,00 mm;
Largura:  41,00 mm;
Referência: 6317/C3;
Fabricante: SKF, Ref.: 6317/C3

Cabo Controle:
Material: Cobre;
Revestimento: Sem revestimento;
Tempera: Mole;
Encordoamento: Classe 5;
Isolação: PVC;
Identificação: Por números;
Tipo Identificação: Seqüencial;
Tensão De Isolação: 0,5/ 1,0 KV;
Temperatura: 70 Graus Celsius;
Cobertura: PVC/ST1;
Cor: Preto;
Blindagem: Fita Alumínio/Poliéster;
Padrão: ABNT NBR 7289;
Condutores: 04;
Seção Nominal: 1,00 mm2;
Fabricante: Poliron, Ref.: 101-CA-04-CL5-FR


Conclusão
O serviço de elaboração de um Plano de Descrição de Materiais requer muita metodologia, conhecimento e principalmente pesquisa e análise dos materiais que são utilizados na empresa.

Após bastante trabalho você e seus companheiros de toda a empresa poderão usufruir de diversas facilidades na especificação e uso da padronização de materiais.


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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Artigo 030 - Capacitação e Treinamento de Pessoal.

Café com Manutenção e Prestação de Serviços
Artigo 030 - Capacitação de Pessoal.

Introdução
Qualquer estratégia e plano a ser adotado para Manutenção e Prestação de Serviços em geral possui três pilares básicos de sustentação:
• Conhecimento
• Planejamento e Controle
• Execução com engenharia

Para o conhecimento é preciso que exista capacitação de pessoal e para a execução é preciso ter pessoal bem selecionado e capacitado. Até para planejar e controlar o pessoal precisa ter capacitação. Em suma é necessário de ter pessoal capacitado para todas as atividades.
Veremos nesse artigo algumas soluções para capacitação de pessoal.

Como selecionar pessoal
Com certeza a seleção de pessoal adequado facilita ter pessoal capacitado para os serviços. Seguem algumas orientações básicas:
• Tenha sempre as características de quem você deve contratar;
• Não comece sem ter esse item completamente definido;
• A função deve ser correta em relação ao que se espera que o colaborador realize as atividades;

Segue abaixo um exemplo de descrição da função de Gerente Técnico que deve ser cadastrada no Software de Gerenciamento de Serviços, no módulo Pessoal e Tabelas de códigos, opção Função de Pessoal:

Função: Gerente Técnico

Hierarquia: Subordinado ao Diretor Técnico

Requisitos básicos ou capacidades básicas:
• Formação: Engenharia (mecânica, elétrica ou eletrônica)
• Conhecimento e experiência de 3 anos em manutenção e gerenciamento de serviços. Desejável experiência em empresa prestadora de serviços de manutenção;
• Excelente conhecimento de softwares de gestão de manutenção e principalmente ERP (gestão de empresas).
• Conhecimentos de ferramentas de sistema de qualidade (ISO 9001);
• Possibilidade de viagens e ficar cerca de 1 mês ou 2 em trabalhos nos contratos, no Brasil quando substituindo um gerente de contrato.

Requisitos detalhados e habilidades:
• Desejável nível superior, através de universidade reconhecida pelo MEC, com mais de 8 anos de formado;
• Conhecimento de informática, com experiência no uso de softwares de gerenciamento de pessoal, contas à pagar, à receber,ferramentas do Office Windows (Word, Excel, Windows, Internet, Power Point) e boa digitação;
• Experiência de no mínimo 5 anos no desempenho da atividade de gerenciamento de equipes, negócios;
• Boa capacidade de comunicação, bom relacionamento e dinamismo;
• Conhecimentos da língua inglesa para leitura, escrita e possível conversação;
• Senso de cooperação;
• Senso de Precisão/Exatidão para lidar com o inusitado;
• Capacidade de planejamento, organização e controles;
• Capacidade de análise de dados, emissão de relatórios gerenciais gráficos, com tendências e relatório de tomada de ações estratégicas;
• Disponibilidade para viagens;

Principais atividades:
• Representar Diretoria técnica da empresa, no que tange os aspectos de planejamento, controle e elaboração de instrumentos, visando padronização;
• Auditar e produtividade em todos os contratos da empresa;
• Gerenciar os contratos/OS´s na substituição de gerentes de contrato quando de férias e afastamentos;

Principais responsabilidades:
• Implantação de trabalhos juntos ao gerente de contratos;
• Responsabilidade pelo dimensionamento da equipe;
• Responsável pela uniformização e visão global dos contratos em andamentos;
• Representar a Diretoria técnica da empresa perante aos clientes, no que tange aos aspectos;
• Ter ação participativa, junto ao Gerente de Negócios, no Planejamento Técnico em Propostas, Orçamentos Comerciais e Contratos relevantes que posteriormente venha obrigatoriamente exigir da SGServ, controles específicos e apurados;
• Responsável pelo dimensionamento da equipe e implantação dos trabalhos junto ao Gerente de Contrato, no início de um contrato;
• Responsável pela uniformização dos Padrões e visão global dos Contratos em andamento;
• Representar a Diretoria Técnica da Empresa perante os clientes (serviços vendidos), no que tange os aspectos de Planejamento, Controle e Elaboração de Instrumentos, visando padronização e produtividade em todos os Contratos nas diversas regiões de atuação da SGServ;
• Ser o responsável pela apresentação mensal dos resultados decorrentes dos controles aplicados elaborados pelo Gerente de Contrato;
• Ter ascensão funcional sobre os Gerentes de Contrato e sobre a estrutura operacional de Planejamento de todos os contratos nas diversas regiões de atuação da SGServ;
• Garantir que o Gerente de Contrato disponha das Ferramentas Padrões de Controle para que ele, periodicamente, possa emitir os Relatórios Gerenciais, informando a diretoria sobre o andamento físico e financeiro do Contrato;
• Controle e gestão das atividades do sistema da qualidade e SMS da empresa;

Quando estiver substituindo o Gerente de Contato:
• Manter os recursos e custos do(s) contrato(s)/OS(s) dentro do seu orçamento;
• Ser o responsável pelo resultado gerencial e financeiro do(s) contrato(s);
• Ser o responsável pela qualidade da mão de obra alocada no contrato;
• Ser o responsável pela qualidade e segurança e preservação do meio-ambiente dos serviços desenvolvidos no contrato;
• Reportar periodicamente ao Gerente Geral de Operações, a situação do andamento do projeto com relação a prazos, custos e satisfação do cliente;
• Ser o responsável pelo organograma do contrato no tocante a número e qualificação de profissionais;
• Manter e fazer manter a documentação do contrato sempre atualizada, seja nos software de gestão da empresa (SGServ), bem como na documentação de evidência de registros e outros documentos inerentes a seu contrato;
• Ser o responsável pela execução dos serviços respeitando as cláusulas contratuais no tocante a prazos, pagamentos multas e bônus;
• Responsável pelo planejamento de Serviços, com atualização de PDA´s e Curvas S;
• Responsável pela Reunião Inicial do Contrato é da Gerencia de Contrato com eventual participação dos setores técnico e RH, Segurança do Trabalho etc.;
• Preposto da SGServ Engenharia junto aos clientes;
• Coordenador dos serviços executados no contrato;
• Participação de licitações com confecção de propostas, concorrência de preços, avaliação dos serviços e representação da empresa;
• Participa como consultor da empresa em reuniões periódicas de avaliação de resultados e projeção de metas;
• Ser o responsável pela coordenação das atividades da filial da SGServ na sua localidade de atuação, de acordo com definições da empresa.

Autoridades:
• Aprovar as apropriações de mão-de-obra, através de formulários de apropriação etc.;
• Verificação da pertinência de situações como abonos, horas-extras etc.;
• Aprovar compras até valor determinado dentro do orçamento do seu centro de custo;
• Aprovar Relatórios de Ocorrências (RDO´s) do contrato;
• Assinar Boletins de Medição do Contrato.

Cadastro de candidatos, currículos e notas de avaliação e entrevista.
Com base na função definida e os atributos definidos acima os candidatos devem ser cadastrados no Módulo de Candidatos, com nome, endereço, função (que obtém os dados das características da função etc.).

Os requisitos detalhados devem aparecer para o selecionado para dar notas em cara requisito e se o candidato não atende, atende parcialmente ou totalmente para compor a nota de avaliação. Também podem ser dadas notas para a entrevista técnica e perfil do candidato. Assim será obtida a média final do candidato e com isso definir se ele estará aprovado para admissão ou não.

Também pode ser cadastrado o caminho onde está arquivado o currículo digital e os testes realizados pelo candidato. Tudo de forma digital com evidências em papel arquivado em pastas com referência ao código do candidato de forma seqüencial.
Aos interessados posso enviar exemplos de telas, registros, listagens e relatórios do Software SGServ que permite todo esse controle.

Qual o tipo de treinamento necessário
O candidato já está admitido e não pense que isso encerra o processo. Certamente você precisará complementar a capacitação da pessoa selecionada. Ela poderá ter todos os requisitos, mas você ainda deverá treiná-la nas atividades específicas da sua empresa. Inclusive o treinamento de indução e integração do novo colaborador na empresa. Ele deverá tomar conhecimento dos procedimentos da empresa, valores, missão, visão etc.

Elaboração de Plano de Treinamento
Todo o treinamento da empresa, seja ele de capacitação ou de integração deve estar previsto no orçamento da empresa, com centro de custos definido e utilizando-se as contas orçamentárias previstas.

Isso significa que deve ser planejado com bastante antecedência, no ano anterior e aprovado pela diretoria da empresa antes de iniciar o ano.

O planejamento passa pela previsão de pessoal novo, integração e capacitação desse pessoal novo.

A capacitação complementar e necessária ao longo do ano, bem como a reciclagem de treinamento do pessoal para manter todos os colaboradores deve ser estabelecida no planejamento considerando a Lista de Necessidades de Treinamento (LTN) estabelecida no ano anterior e constante do orçamento de treinamento da empresa. Nesse levantamento e planejamento devem estar estabelecidos os treinamento Internos e os Treinamentos Externos, com codificações em chaves de seleção para planejamento, controle e administração com o uso de filtragens, listagens e relatórios.

Execução e Controle do Plano de Treinamento
Durante a execução cada treinamento previsto deve ser aberto uma Ordem de Serviço para o treinamento. Essa Ordem deve ser do Tipo Treinamento visando ser facilmente identificada. Nessa Ordem de Serviço (OS) deverão ser anotadas todas as previsões e documentos que serão utilizados no treinamento, recursos, procedimentos etc.

Os treinamentos padronizados que acontecem sempre com regularidade e periodicidade. Normalmente os treinamentos internos deve ser estabelecido um padrão técnico composto por Instruções de Trabalho (IT´s) que vão gerar as respectivas OS´s de planejamento e controle de treinamento. Assim serão aproveitados os procedimentos, tarefas a serem realizadas, periodicidades, recursos, documentos utilizados etc. Todos esses treinamentos estarão centralizados nessas IT´s para facilitar.


No decorrer do treinamento todos os recursos devem ser apropriados, tais como:
• Pessoal próprio ou terceiro que trabalhe na OS de treinamento;
• Apropriação de Contratos de terceiros;
• Apropriações de Despesas diversas;
• Apropriações de materiais utilizados do almoxarifado;
• Compras de materiais e serviços realizados;

Avaliação do Treinamento dos colaboradores:
Nesses treinamentos caracterizados pelas OS´s devem ser associados os documentos de avaliação do aluno e avaliação também do instrutor. Assim como a avaliação a análise critica do treinamento através da notas de avaliação, análise de comentários, pontos fracos e pontos benéficos, criando Planos de Ação (PDA´s) para determinar causas e ações visando recuperar os itens de pontos fracos.

Conclusão
Como pudemos ver é possível, planejar, controlar, acompanhar e administrar todas as atividades de planejamento e existem softwares como o SGServ que permitem isso.


William Dantas - Diretor  TIM: (21) 8104 1906  VIVO: (21) 7152 0511     william@sgserv.com.br

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Artigo 029 - Como obter Relatórios de Indisponibilidade e Tempo Médio entre Falhas

Indisponibilidade Operacional de Equipamentos e Tempo Médio entre Falhas por Localização Operacional ou Processo de Produção em uma indústria

Introdução

Dois indicadores são muito importantes para controle das razões de perda de disponibilidade operacional e confiabilidade de equipamentos.

· Indisponibilidade operacional – Que determina a quantidade em horas que um equipamento, sistema ou processo permanece indisponível, sem realizar sua função em razão de uma falha. Esse indicador também pode ser chamado de Tempo Médio para Reparo (TMPR) ou (MTTR – “Mean Time To Repair”), quando somamos todos os tempos de indisponibilidade de diversas falhas e dividimos pelo número de falhas.

· Tempo Médio Entre Falhas (TMEF) ou (MTBF) – Mean Time Betwen Failure”. Quando somamos todos os tempos entre o início de uma falha até o início da falha seguinte e dividimos pelo número de falhas menos 1.

A grande diferença é obtermos esses índices visualizando cada ramo das árvores hierárquicas de processo ou localização Operacional.
Nota: Para as definições de árvore hierárquica veja o Artigo 024 - Como Controlar os Processos através de Árvores Hierárquicas.

Como obter os índices por ramos da árvore hierárquica?
Estando todos os equipamentos da produção cadastrados por árvore de processo em um Software de Gerenciamento de Manutenção e abertas Ordens de Serviço (OS´s) referenciando-se aos equipamentos temos ainda que ter:

· Cadastro de todas as OS´s corretivas para os equipamentos, principalmente daqueles que tem maior criticidade no processo. Lembrando que as OS´s carregarão as localizações operacionais e processos da produção;

· Cadastro também das OS´s emitidas pelo computador dos Planos Sistemáticos Preventivos, Preditivos, Rotinas, Inspeções etc.;

· Registrar e cadastrar adequadamente as datas e horas de início de falhas e as datas e horas de aceite dos serviços para todas as OS´s de falhas em equipamentos.

Com essas informações poderão ser obtidos pelo Software de Gerenciamento de Serviços e Manutenção os tempos de indisponibilidade operacional dos equipamentos e Tempo Médio Entre Falhas (MTBF) por Localização Operacional (Unidade de Produção, Subunidade, Sistemas, Subsistema, Locais de Instalação (TAG), Grupos de equipamentos e equipamentos específicos).

Os relatórios poderão ser numéricos com os dados necessários e com gráfico de barras.

Conclusão

Através de metodologia padronizada e organizada podemos ter controle, acompanhar e tomar atitudes e ações para minimizar ou mesmo eliminar as causas de falhas nos equipamentos e processos.

O Software de Gerenciamento de Serviços e Manutenção (SGServ) que possui todas as ferramentas para análise e correção de falhas e defeitos em qualquer tipo de serviço e realização de tarefas. Incluindo as Planilhas FMECA (ativos) e SFMECA (serviços).

Espero que esse artigo ajude a todos nessa necessidade de reduzir ou minimizar as ocorrências anormais, falhas e defeitos.


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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ARTIGO 028 - Implementação de um PCM = Planejamento e Controle de Manutenção

Implementação de um PCM = Planejamento e Controle de Manutenção deve seguir os seguintes passos. Quem desejar ajuda enviaremos sem compromisso os documentos citados.
1. Levantamento dos ativos ou equipamentos da unidade no campo e e informações de arquivos. Identificando primeiramente o tipo de equipamento, fabricante, modelo e número de série. Esses são os dados básicos e essenciais para iniciar. Se quiser temos os formulários de levantamento. Enviareamos se desejar. Não esqueça de colocar identificação com caneta marcadora de numeração sequencial em cada ativo para depois colocar plaquetas de identificação. Se desejar temnos procedimentos, padrão de plaquetas etc;

2. Crie codificações para os endereços (TAG´s dos equipamentos). Se desejar temos procedimentos e ndicações de padrão de codificação. Procure usar nomes mneumônicosde quatro caracteres. Nos instrumentos use a norma ISA que já identifica o padrão de codificação na área de instrumentação;

3. Utilize essa codificação e dados básicos em um cadastro em Excel ou software de gestão de ativos gratuito;

4. Crie uma codificação de criticidade do ativo ou equipamento, separando em 3 classificações
• Não crítico - que não afeta o seu processo;
• Crítico - que afeta pouco o seu processo;
• Muito crítico - que afeta muito o seu processo.

Pode usar uma matriz de definição de criticidade que inclua algum problema no ativo que afete a produção, a qualidade, a segurança, a reputação da empresa etc. Se desejar envio uma planilha especialmente preparada. Pode identificar essa classificação em função do cálculo de risco para possíveis falhas que poderão ocorrer com o ativo.

Para Planos de Manutenção Sistemáticos ou periódicos:
1. Em função dessa crticidade, possíveis falhas e causas raízes estabeleça ações e providenciais através de planos de manutenção que estejam centrados em confiabilidade;

2. Verifique que equipamentos são exigidos ou por norma e legislação (NR-10, NR-13, FEEMA, ANVISA, ISO 9001, calibração etc.) planos de manutenção exigidos para ceritificação etc. Esses obrigatoriamente deverão ter planos de manutenção;

3. As ações e providencias serão Instruções de Trabalho ou Planos de Manutenção que vão conter tarefas, procedimentos, recursos, qde. de hh´s para executar, etc. que combaterão as causas que geram falhas. Esses planos vão gerar as Ordens de Serviço (OS´s) de manutenções sistemáticas (preventivas, preditivas, sensitivas, rotinas de inspeção, rotas etc.);

4. Deverá realizar o primerio planejamento e através de planilhas ou software gratuito gerar as próximas OS´s de acordo com a periodicidade e operosidade, se existir esse critério

Para manutenções não sistemáticas (corretivas, melhorias de manutenção etc.)

1. Inclua as OS´s de manutenção corretiva, identificando a OS com o equipamento (codificação já definida). Essas OS´s vão compor o histórico de falhas;

2. Faça as diversas apropriações de recursos (mão-deobra, materiais, serv. de terceiros etc.);

3. Termine a OS, identificação o tipo de falha, componente que falhou, causa raíz da falha e ação realizada ou a realizar;

Sobre efetivamente o Planejamentoe Programação
1. Tenha uma planilha com as OS´s de manutenção sistemáticas e não sistemáticas com o planejamento (expectativa de realização, como por exemplo semana/ano. Organize a planilha ou software de gestão pelas as necessidades de requisitos legais, e criticidade do ativo;

2. Crie codificações (chaves para seleção de classificação e listagens por esse tipos, com códigos de 4 caracteres, por exemplo);

3. Depois verifique o que já existe planejamento (prévia) para execução por semana/ano;

4. Confirme a possibilidade de execução de acordo com a existência de recursos (materiais, mão-de-obra etc.) e com o PCP = Planejamento e Controle de Produção);

5. Confirmando a real probabilidade terá a programação de serviços da semana seguinte;

6. Emita as OS´s sistemáticas para a semana seguinte e programe as OS´s corretivas que podem ser feitas;

7. Dia a dia programe e execute as OS´s corretivas.

Observações:

• Essas listagens devem ser preferencialmente por disciplina ou especialidade executante para facilitar a programação de recursos de pessoal;
• Tenha sempre a estimativa de homens-horas (hh´s) para cada OS corretiva (não-sistemática) e nas OS´s sistemáticas (preventivas etc.). Essas já determinadas nos Planos de Manutenção Sistemáticos.
• Pode realizar a programação diária de serviços. Não se esqueça de programar sempre só 80% dos recursos disponíveis e deixe os restantes 20% para as anormalidades e o que surgir durante o dia de execução.

Se necessitarem de mais ajuda me solicite.



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